Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Aldeia Natal

 

Em 25 de Dezembro de 1971 a CART 2731 foi substituída na Aldeia Capitão por uma outra Companhia e transferida para uma zona isolada, entre Santa Cruz de Macocola e a picada que ligava Quicua a Sanza Pombo.

 

Ficámos instalados a cerca de 25 quilómetros de Santa Cruz e a 10 de Quicua, que eram as localidades habitadas mais próximas do nosso novo acampamento.

 

Quando aqui chegámos não existia nada no local e tivemos que construír o nosso acampamento. Aproveitamos, uma zona mais ou memos plana, que tinha ardido muito recentemente. As tendas foram instaladas em cima de terra queimada, completamente preta, no meio dos restos de árvores, que tinham sido destruídas pelo fogo.

 

 

 

Na fotografia acima, cedida pelo João Branco, ex-soldado da CART 2731, a viver actualmente na Venezuela, pode ver-se, em plano de fundo, os restos de uma árvore queimada. 

 

A este acampamento foi dado o nome de Aldeia Natal, porque a nossa chegada àquele local ocorreu em 25 de Dezembro de 1971, coincidindo com o dia de Natal.

 

A nossa missão era, mais uma vez, dar protecção a uma Companhia de Engenharia, que estava a fazer a manutenção da picada entre Quicua e Sanza Pombo. Estávamos na época das chuvas e esta picada estava intransitável, devido às chuvas torrenciais que diariamente assolavam a zona.

 

Na Aldeia Capitão, embora isolados do mundo, tínhamos as condições mínimas para viver. Ali, na Aldeia Natal, não tínhamos nada para ocupar as nossas horas de ócio.

 

Durante o tempo que lá permanecemos, para além de darmos protecção à Companhia de Engenharia e de irmos, diariamente, à água e à lenha para satisfazer as necessidades do acampamento, apenas fomos uma vez a Sanza Pombo, buscar víveres para reabastecimento da Companhia, e outra a Quicua, para defrontarmos a equipa de futebol da Companhia que ali estava instalada.

 

 

Já não posso precisar exactamente o tempo, mas penso que a nossa estadia na Aldeia Natal terá durado pouco mais de dois meses, após os quais regressámos a Ambriz.

publicado por Franquelino Santos às 09:40
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3 comentários:
De Joaquim marques a 26 de Novembro de 2014 às 18:43
Eu também estive em Quicua 1969-1971, em quícua so havia militares e mais nada
De Franquelino Santos a 27 de Novembro de 2014 às 11:08
Obrigado pelo seu comentário. Penso que a Quícua de hoje nada tem a ver com a Quícua dos nossos tempos. Quando fui disputar um encontro de futebol com a Companhia de Quicua (em Dezembro de 1971) já o colega tinha ido para Quibaxe, pois li todo o seu blog e vi que foram transferidos para lá em 13/05/1971.
De Joaquim Marques a 27 de Novembro de 2014 às 18:45
sim amigo Franklim, e na região de Quicua/santa cruz não tivemos baixas, e na região dos dembos, em Quibaxe tivemos 2 baixas, 1 afogado e outro em combate, um abraço amigo Franklim

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